OIT aponta que as energias eólicas e nuclear são as que vão criar mais empregos no mundo até 2030

OIT aponta que as energias eólicas e nuclear são as que vão criar mais empregos no mundo até 2030

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) organizou  e publicou um relatório sobre as  Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018, que chega a conclusão de que a chamada  será responsável por criar 24 milhões de novos empregos no mundo até 2030, desde que sejam adotadas as ações corretas para limitar o aquecimento global e diversificar os mercados por meio de tecnologias ambientalmente corretas.  De acordo com a ONU, qualquer ocupação que possa ter um impacto positivo em termos de reduzir emissões de carbono e impactos ambientais pode ser considerada um emprego verde. O  relatório aponta que a energia eólica é quem vai gerar mais emprego, aumentando 79,6 %. Em segundo é  a energia nuclear, que vai aumentar 43,2 %. O setor que menos criará empregos é o segmento de geração de energia por carvão, que terá uma queda de 99,3 %.

No Brasil, dos 163 setores analisados pelo relatório da OIT, 137 terão aumento de empregos até 2030. O segmento com maior potencial nesse contexto é a construção civil e produção de eletricidade alternativa. A projeção é de que novas práticas sustentáveis vão gerar 440 mil empregos em termos líquidos a mais na economia em 2030, em comparação com a manutenção das tendências atuais. Serão fechados 180 mil postos de trabalho, principalmente na produção de eletricidade baseada em combustíveis fósseis e no cultivo de cana de açúcar. A indústria com maior potencial é a da produção de eletricidade eólica, com 79,6%.

Esse avanço deve ocorrer no setor de energia pela promoção do uso de veículos elétricos e a melhoria da eficiência energética de edifícios. As medidas sustentáveis devem impactar serviços como os ligados à agricultura, turismo e pesca. Neste guarda-chuva  também estarão, por exemplo, os motoristas de ônibus e os instaladores de placas solares fotovoltaicas, entre outros profissionais. Segundo o estudo, um total de seis milhões de empregos podem ser criados pela “economia circular” (reciclagem, reparos, aluguel e remanufatura), substituindo a “extração, fabricação, uso e descarte”.

Outros 2,5 milhões de postos de trabalho serão criados em eletricidade baseada em fontes renováveis, compensando cerca de 400.000 empregos perdidos na geração baseada em combustíveis fósseis. A geração de novos empregos pela economia verde vai superar com folga as perdas de vagas em alguns setores pelo mesmo motivo, de acordo com o relatório. Dos 163 setores analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos no mundo. Entre eles estão a extração e o refino de petróleo, que apresentarão perdas de 1 milhão ou mais de empregos. Ainda segundo o relatório, a transição para sistemas agrícolas mais sustentáveis poderia criar empregos em fazendas orgânicas de médio e grande porte, “além de permitir que os pequenos proprietários diversifiquem suas fontes de renda, especialmente se os agricultores tiverem as habilidades certas”.

 

Matéria original do portal Petronotícias

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